Ontem minha mãe pediu um batom emprestado, vou buscar na minha bolsa e encontrou um preservativo. Foi aí que a casa caiu. Ouvi tanta coisa sem necessidade e comecei a chorar. Quando ela descarregou sua ira em mim, desmontei-a com a explicação (verdadeira, diga-se) de que o governo distribuiu o material numa campanha contra a Aids. Ela ficou roxa de vergonha e me pediu mil desculpas.
Fui dormir tarde por conta desse episódio. Fiquei pensando no julgamento que as pessoas tendem a fazer da gente. Porque será que isso acontece? Será que somos assim tão frágeis que os outros têm que pensar por nós?
Não sou mais virgem. Perdi a virgindade aos 19 aninhos com meu primeiro namorado. E me arrependi muito. Acho que nós, mulheres, devemos nos preservar mais, não acreditar nas promessas dos homens, pensar e repensar os atos importantes da nossa vida. Aquele infeliz que me deflorou só queria mesmo me comer. Depois contou para todos os colegas da classe sua façanha sexual. Foi horrível, nojento e eu fiquei com uma vontade danada de saltar na garganta dele.
Mas passou.
Se eu pudesse voltar atrás, me entregaria a quem eu tivesse certeza de ser o homem da minha vida, o pai dos meus futuros filhos, alguém com quem compartilhar momentos felizes e tristes do dia a dia.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
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